O polo automotivo cearense pode estar prestes a dar um salto ainda maior. A General Motors estuda trazer para a Planta Automotiva do Ceará (PACE), em Horizonte, a produção de baterias para carros elétricos — uma expansão que vai muito além da montagem de veículos e posicionaria o estado como polo de fabricação de componentes estratégicos da indústria automotiva global.
A informação foi antecipada pelo vice-presidente da GM para a América do Sul, Fabio Rua, logo após o início da produção do Chevrolet Captiva EV no estado, na semana passada. A PACE já produz os modelos Chevrolet Spark e Captiva EV, mas o contrato com o governo do Ceará prevê quatro modelos no total. Para o Captiva EV, a expectativa é produzir cerca de 4 mil unidades ainda em 2026, com a expansão para 2027 condicionada ao volume de vendas.
A chegada do novo modelo elétrico já ampliou em 50% o quadro de funcionários da unidade, e segundo Rodrigo Teixeira, vice-presidente da Comexport e acionista da PACE, em uma futura fase de expansão a unidade poderá dobrar sua capacidade produtiva, alcançando até 50 mil veículos por ano.
Para Fabio Rua, o Ceará tem um diferencial competitivo concreto. “A competitividade do Ceará tem um componente tributário que nos ajuda muito, tanto na questão do ICMS quanto nos incentivos regionais”, afirmou o executivo. A combinação de incentivos fiscais, logística e energia renovável barata coloca o estado em vantagem na disputa com outras plantas da multinacional no Brasil.
O movimento da GM transforma o Ceará num ator cada vez mais central na transição energética do setor automotivo brasileiro. Produzir não apenas carros elétricos, mas as baterias que os movem, representa uma verticalização industrial que poucos estados conseguiriam ancorar.
FONTE: O Povo (opovo.com.br) e TrendsCE (trendsce.com.br)




