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Fortaleza e RMF movimentaram R$ 8,7 bilhões em imóveis no último ano o maior mercado fora do eixo Sul-Sudeste

O mercado imobiliário de Fortaleza e da sua Região Metropolitana consolidou em 2025 um volume de vendas que coloca a capital cearense num patamar inédito: R$ 8,7 bilhões em transações imobiliárias em um único ano, segundo levantamento da Comissão de Pesquisa do Sinduscon-CE em parceria com a Brain Inteligência Estratégica. Para Manoel Marques, especialista em aprovação de crédito imobiliário e crédito com garantia de imóvel pela Real Ease, em Fortaleza, o dado não surpreende  ele é consequência de um movimento que quem trabalha no setor vinha sentindo antes de qualquer levantamento confirmar.

A composição do volume revela onde o dinheiro está circulando. Dos R$ 8,7 bilhões totais, R$ 6,1 bilhões vieram do mercado residencial de Fortaleza, R$ 1,6 bilhão do residencial da Região Metropolitana e cerca de R$ 1 bilhão de loteamentos — distribuição que mostra tanto a força da capital quanto o crescimento de municípios vizinhos como Caucaia, Maracanaú e Eusébio como destinos de investimento imobiliário.

Para Manoel Marques, o dado de R$ 8,7 bilhões tem um significado que vai além do volume:

“Esse número confirma o que quem trabalha com crédito imobiliário em Fortaleza já sentia na prática há pelo menos dois anos. O mercado mudou de perfil: deixou de ser só o comprador local buscando primeira moradia e passou a receber investidores de outros estados, compradores de alto padrão e pessoas que chegaram ao Ceará por trabalho e decidiram comprar em vez de alugar. Esse mix de demanda é o que sustenta um ciclo longo — e explica por que a valorização não parou.”

O resultado de 2025 é o coroamento de uma trajetória consistente. Fortaleza registrou a maior valorização de imóveis residenciais entre todas as capitais brasileiras nos 12 meses encerrados em março de 2026, com alta acumulada de 13,46% pelo Índice FipeZAP — superando amplamente a inflação ao consumidor no período (3,69%) e a variação média nacional do índice (5,62%).

O primeiro trimestre de 2026 confirmou a continuidade do ciclo. O VGV na Grande Fortaleza atingiu R$ 2,43 bilhões nos primeiros três meses do ano, avanço de 38% em relação ao mesmo período de 2025. Só em Fortaleza, as vendas bateram R$ 2,05 bilhões — crescimento de 55%. Se o ritmo se mantiver, o mercado pode superar os R$ 10 bilhões em VGV no ano — um marco histórico para qualquer capital fora do eixo Sul-Sudeste.

O ângulo do crédito é onde Manoel Marques enxerga um dado que poucos percebem:

“O crescimento de Fortaleza como mercado imobiliário criou uma oportunidade paralela que ainda é pouco explorada: o home equity. Com a valorização dos últimos anos, muita família cearense tem hoje um imóvel que vale 40%, 50% a mais do que pagou. Esse patrimônio pode ser usado como garantia para acessar crédito com juros muito menores do que os de mercado — e poucos sabem disso. O imóvel valorizado não é só um ativo guardado: é uma alavanca financeira real.”

O preço médio do metro quadrado em Fortaleza fechou março de 2026 em R$ 9.254, com bairros como Meireles liderando com R$ 17.302/m², seguido por Aldeota (R$ 15.400/m²) e Cocó (R$ 13.387/m²). O crescimento de preços reflete não apenas a demanda local — mas a chegada de compradores e investidores de outros estados, atraídos pela combinação de valorização expressiva, qualidade de vida e preços ainda competitivos em relação a São Paulo e Rio de Janeiro.

O contexto econômico mais amplo do Ceará potencializa esse movimento. Com PIB crescendo acima da média nacional há 11 trimestres consecutivos, o menor desemprego da história (5%) e um fluxo crescente de investimentos industriais e tecnológicos chegando ao estado, Fortaleza recebe cada vez mais profissionais, executivos e famílias que chegam para trabalhar — e ficam para morar e investir.

Para Manoel Marques, o mercado de 2026 ainda não chegou ao seu pico:

“Fortaleza está corrigindo uma precificação histórica que estava abaixo do que a cidade merecia. Qualidade de vida, localização, infraestrutura, conectividade aérea — tudo isso já existia antes do boom. O que mudou foi o reconhecimento. E quando um mercado começa a ser reconhecido em escala nacional e internacional, o ciclo de valorização tende a durar mais do que a maioria das pessoas espera.”

R$ 8,7 bilhões em 2025. Potencial de R$ 10 bilhões em 2026. O mercado imobiliário de Fortaleza está apenas no começo do capítulo mais importante da sua história.

FONTE: Manoel Marques — Real Ease | Sinduscon-CE / Brain Inteligência Estratégica via Economic News Brasil

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