O Ceará realiza nesta terça-feira (30), na B3, em São Paulo, um dos maiores leilões de infraestrutura já promovidos pelo estado. O programa Ceará Saneado prevê investimento de R$ 7 bilhões em obras de saneamento básico, distribuídos em cinco lotes regionais, com impacto direto para cerca de 1,5 milhão de pessoas em 127 municípios cearenses.
O modelo de concessão foi desenhado para evitar dependência de uma única empresa. O governador Elmano de Freitas explicou a lógica por trás da divisão em lotes: “Se uma não cumprir a meta, a gente tira a que não presta e chama a que presta”, afirmou durante a solenidade de lançamento do edital, no Palácio da Abolição. Cada empresa poderá disputar apenas um dos cinco lotes, organizados por regiões do estado, e a concessão terá duração de 28 anos — um horizonte de planejamento de longo prazo para infraestrutura que historicamente foi um dos maiores gargalos do interior cearense.
A urgência do programa é concreta. Municípios que aguardavam havia anos por soluções estruturais de saneamento finalmente veem o investimento sair do papel. A prefeita de Piquet Carneiro, Neila Vitoriana, destacou o peso simbólico da iniciativa: “É um prazer participar da entrega de uma política pública de tamanha qualidade. Piquet Carneiro se une a essa ação, que tem um impacto direto na infraestrutura e na saúde do nosso povo. Era um projeto muito aguardado e que, agora, torna-se realidade.”
Para o prefeito de Baturité, Herberlh Mota, o investimento vai além do saneamento em si: ele classificou as intervenções como uma das maiores obras da atual gestão estadual, destacando que o saneamento é o alicerce para o crescimento sustentável dos municípios e elimina transtornos históricos, como o contato direto da população com detritos.
O Ceará Saneado se soma a um pacote ainda maior de investimentos em infraestrutura hídrica que o estado vem executando em 2026. Paralelamente, o Eixão das Águas — uma das principais estruturas hídricas do Ceará, com 255 km de extensão e que leva água do Açude Castanhão até a Região Metropolitana de Fortaleza — recebe R$ 622 milhões do BNDES para conclusão das obras, beneficiando cerca de 4 milhões de pessoas, quase metade da população do estado.
O leilão de hoje na B3, sob o código da Concorrência Pública Internacional nº 20260001, marca mais um capítulo da estratégia cearense de atrair capital privado para resolver gargalos estruturais históricos — desta vez, levando água tratada e coleta de esgoto para mais de cem municípios que ainda dependem de soluções precárias.
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FONTE: Leia Sempre Brasil (leiasemprebrasil.com.br) e Governo do Ceará (ceara.gov.br)



