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Pecém recebe terminal de combustíveis de R$ 610 mi para sustentar polo industrial e data centers

O Complexo do Pecém foi palco de mais um marco no fortalecimento de sua infraestrutura logística. Durante o “Dia D”, promovido pelo Grupo Dislub Equador, foi celebrado o avanço das obras do novo terminal de combustíveis, empreendimento de R$ 610 milhões que está em construção no local e já se destaca pelo ritmo acelerado. O projeto é considerado o maior terminal de combustíveis em construção no Brasil — e chega num momento em que o Pecém se transforma no maior polo logístico-energético do Nordeste.

Com investimento total de R$ 610 milhões, viabilizado com recursos próprios e financiamento do Banco do Nordeste, o empreendimento está em construção desde fevereiro de 2025 e tem previsão de entrar em operação no início de 2027. O ritmo das obras surpreendeu até os mais otimistas: a entrega está prevista para ocorrer quatro meses antes do prazo inicialmente estabelecido.

A escala do empreendimento é impressionante. Com capacidade projetada de 240 mil m³, o empreendimento deve ampliar a infraestrutura de armazenamento e distribuição de combustíveis na região, permitindo a movimentação de gasolina, diesel, etanol, biocombustíveis, querosene de aviação e até petróleo bruto. O terminal também conta com capacidade de expedição de até 1.500 caminhões por dia, 35 km de dutovias, terminal alfandegado, plataforma de carga e descarga, e interação logística rodoferroviária com a Ferrovia Transnordestina.

Um dos contratos mais estratégicos já foi assinado. O projeto ganhou relevância após a assinatura de um contrato com a PetroRecôncavo, em agosto de 2024, para o escoamento de petróleo extraído no Rio Grande do Norte por meio do Porto do Pecém, com instalação de 40 mil metros cúbicos adicionais de capacidade de armazenamento dedicada — o equivalente a cerca de 250 mil barris de petróleo. Ao todo, o novo Parque de Tancagem do Grupo Dislub Equador já soma nove contratos fechados.

O impacto no mercado de trabalho é imediato e permanente. Durante a fase de construção, a expectativa é de criação de cerca de 600 vagas diretas e indiretas. Após a inauguração, aproximadamente 100 empregos permanentes serão mantidos nas áreas de operação, manutenção, logística, segurança e administração.

A vice-presidente Financeira do Complexo do Pecém, Rebeca Oliveira, resumiu o significado do momento:

“Esse evento foi muito importante porque consolida a tancagem no porto do Pecém, que agora se torna uma realidade dentro do Complexo. Era um sonho antigo. Hoje, avançamos não só com contêineres, cargas gerais e granéis sólidos, mas também com o granel líquido. A assinatura desses contratos reforça o Pecém como um dos melhores locais do Brasil para se instalar.”

Para Leonardo Cerquinho, Diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Dislub Equador, o projeto tem um compromisso que vai além do negócio:

“Quando iniciamos as obras, tínhamos a clareza de que estávamos diante de algo que vai muito além do nosso negócio. Cada emprego gerado, cada litro de combustível que vai escoar por esse terminal representa um compromisso real com o desenvolvimento do Ceará e do Nordeste.”

O contexto que cerca esse investimento é igualmente estratégico. Com o maior data center das Américas em construção na ZPE do Pecém, a usina termelétrica Jandaia de R$ 5,5 bilhões avançando e rotas regulares de cargueiros da Ásia confirmadas para 2027, o terminal de combustíveis chega para completar uma infraestrutura que o Pecém precisava para sustentar o volume de operações industriais que se aproxima. O empreendimento será o terceiro maior do tipo no Norte e Nordeste, mas apresenta área de expansão para se tornar o primeiro no ranking na região.

FONTE: Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Folha de Pernambuco

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