O município de Guaiuba deu um passo importante rumo à sustentabilidade. A prefeita Izabella Fernandes anunciou nesta sexta-feira (12/6) que os resíduos sólidos coletados na cidade passarão a ser destinados a um aterro sanitário, com o encerramento das atividades do lixão municipal previsto para os próximos dias.
A medida atende a uma exigência legal que já deveria ter sido cumprida há anos por todo o país. A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a legislação ambiental estabelecem que os municípios devem encerrar seus lixões e dar destinação final adequada ao lixo produzido em seus territórios.
O movimento de Guaiuba ganha ainda mais relevância pelo timing. Ainda neste mês de junho, entra em operação a terceira central de tratamento de resíduos devidamente licenciada da Região Metropolitana de Fortaleza — uma unidade privada em Pacajus, com inauguração prevista para o dia 17. Somada às duas centrais que já funcionam, uma em Caucaia e outra em Aquiraz, a infraestrutura cria as condições logísticas para que outros municípios sigam o mesmo caminho.
Segundo Paulo Henrique Lustosa, doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela UFC e conselheiro da ACFOR, com três centrais de tratamento operando na região, é possível e viável que todos os municípios localizados em um raio de cerca de 100 km da capital cearense consigam, respeitando suas condições e particularidades, encerrar seus lixões.
O desafio, no entanto, ainda é grande. Mais de 150 municípios cearenses ainda utilizam lixões para descartar seus resíduos. Diante desse cenário, o exemplo de Guaiuba pode parecer pequeno — mas, como diz a sabedoria milenar chinesa, uma caminhada de mil milhas começa com um passo.
FONTE ORIGINAL: Paulo Henrique Lustosa (ACFOR) — artigo de opinião





