O Complexo do Pecém está prestes a entrar em uma nova era como corredor logístico global. A partir de 2027, o Ceará passará a receber cerca de 15 cargueiros mensais vindos da China, operados pela Omnia, responsável pela movimentação de equipamentos destinados à construção do grande data center na região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém — projeto ligado ao ecossistema da ByteDance, controladora do TikTok.
O que torna essa operação especialmente estratégica é o que acontece nos dois sentidos da rota. Tradicionalmente, essas aeronaves retornariam vazias ao país de origem. No entanto, o plano do governo estadual é transformar esse retorno em um ativo estratégico, utilizando a capacidade ociosa para exportar produtos cearenses com alto valor agregado e sensibilidade logística. Melão, camarão, frutas e produtos industrializados do interior ganham uma rota direta e competitiva para o mercado asiático.
O Pecém já vinha crescendo em escala global. Representantes do Complexo participaram da reunião global da ChinaLand, uma das principais armadoras do transporte marítimo internacional, e o Complexo foi reconhecido como o principal parceiro portuário da ChinaLand no Brasil. As discussões se concentraram em melhorias nos processos de descarga e movimentação de cargas, com análise de novas oportunidades de exportação e redução de custos de frete marítimo.
E a ferrovia Transnordestina vai fechar o ciclo. Quando a Transnordestina chegar ao Porto do Pecém em plena capacidade, o produtor do interior do Ceará, do Piauí e do Pernambuco terá acesso a um corredor ferroviário completo: do campo ao porto, com frete competitivo e menor tempo de trânsito — e com o mercado europeu aberto pelo acordo Mercosul-UE.
FONTE: ABRAZPE (abrazpe.org.br) e Governo do Ceará (ceara.gov.br)




